sábado, 29 de abril de 2017

Sons à Margem

Amanhã temos pelo submarino o nosso amigo Coimbra para nos falar do festival Sons à Margem assim como do concurso de bandas emergentes do festival. Fiquem à escuita amanhã à noite a partir das 2 da matina.


sexta-feira, 24 de março de 2017

Hard ´n Fast novamente no Submarino

Os Hard ´n´Fast estão de volta aos concertos tendo actuado nos últimos tempos no All e no Convívio na promoção do seu EP Deserto Planetário.
É assim tempo de sairmos da profundeza dos mares e aceitarmos o convite dos Hard ´n´Fast para nos levarem ao espaço a uma velocidade furiosa, ainda que durante apenas um programa, porque como bem sabem temos que voltar a fundear...
Estejam atentos de sábado para domingo às 2 da matina... em 98.0.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Entrevista ao Pedro Paixão dos Moonspell

A jeito de prenda de Natal aqui fica a entrevista do Submarino ao Pedro Paixão dos Moonspell, captura e edição de video pelo nosso Realizador/Produtor Alexandre Perdigão.


sábado, 26 de novembro de 2016

MOONSPELL!

A poucos dias do concerto de comemoração dos 20 anos do álbum Irreligious e depois de já termos passado a entrevista com a banda com a antevisão desse concerto para o próximo dia 2/12 é tempo de passarmos em revista o passado dos Moonspell desde os Morbid God até aos dias de hoje.
Os avanços e os recuos da carreira da maior banda de heavy metal nacional para ouvir entre as 2 e as 4 da manhã no Submarino em 98.0!
Até logo!

sábado, 10 de setembro de 2016

Suave Fest e novidades de verão

E para hoje temos o rescaldo do Suave Fest, organização do convivio assim como as novidades musicais deste Verão: Mata Ratos, Blues Pills, etc...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

VAGOOOS!!!

Foi assim que as bandas do heavy metal se apresentaram em Vagos neste fim de semana.
Após a relocalização do Vagos Open Air para Corroios, a Câmara Municipal e uma nova produtora lançaram mãos à obra por forma a que Vagos não ficasse sem o seu festival de heavy metal.
E diga-se que em primeiro lugar não se poderia esperar outra coisa e em segundo que belo festival foi montado em tão pouco tempo!!
Privilegiando o ecletismo em termos das sonoridades mais pesadas por lá passaram Correia, Vektor, Betraying The Martyrs, Ramp, Fleshgod Apocalypse, Dark Funeral e Bizarra Locomotiva no primeiro dia - sábado 13/8.
Destaque nesse primeiro dia para os Ramp. Os veteranos do heavy metal português não se coibiram de mandar "umas bocas" ao Vagos Open Air, referindo-se a ele como "um festival que aconteceu na minha terra", enaltecendo o novo Vagos Metal Fest.
Embora com alguns problemas de som iniciais numa das guitarras, os Ramp brindaram a plateia com um excelente concerto, passando por praticamente toda a sua carreira que já vais com mais de vinte anos. Eles que se preparam para relançar o seu LP de estreia Thoughts que já remonta a 1992 e que muitas vezes passou na primeira vida do Submarino. Ficou a promessa de voltarem para o ano e com novo disco.
Os Fleshgod Apocalypse eram a banda, para além dos consagrados Dark Funeral, que despertava mais entusiasmo entre os convivas.
Trajados a rigor com as suas vestes medievais, os Italianos não deixaram os seus créditos por mãos alheias e quer se goste, quer não se goste do tipo de som, os rapazes deram boa conta do do recado, com a sua cantora lírica a entrar a rasgar por entre os riffs de guitarra, mais ao gosto da malta de "paladar mais pesado". Já com 9 anos de estrada são uma banda com uma presença de palco assinalável e com uma boa margem de progressão dentro do seu estilo death metal sinfónico.
E como já anunciava o vocalista dos Ramp, os Fleshgod Apocalypse seriam a "missa", a que se seguiria o funeral.
E o funeral chegou, embora atrasado. Depois de colocarem os panais anunciadores da sua chegada e de andarem de volta de um monitor em palco cerca de 15 minutos, quando já alguns desesperavam, o funeral teve o seu início.
Os Dark Funeral começaram também com um som titubeante (como já havia acontecido com os Fleshgod). Aliás, durante a primeira música apenas se ouvia a voz e a bateria. Com o decurso do concerto, o som  foi devidamente acertado e os Dark Funeral debitaram o seu black metal saído das catacumbas do Demo, com "Open The Gates" e "The Secrets of the Black Arts", a marcarem um concerto memorável tanto para aqueles que se deslocaram a Vagos, como para os próprios Dark Funeral que viram a transportadora aérea fazer desaparecer as suas guitarras.
Apesar disso, a incansável organização forneceu o material necessário para que Satan descesse sobre Vagos. Os Dark Funeral conseguiram, durante o seu set, - estou certo - juntar mais alguns fans para a sua horda satânica.
E depois os Bizarra Locomotiva! Palavras para quê. Debitaram o seu som heavy industrial como só eles sabem fazer. Hecatombe, Febre de Ícaro, A Flauta do Leproso, Egodescentralizado foram debitados com mestria, enquanto o vocalista se passeava por entre o público e se deitava na grelha de metal junto do público. Tudo ao som da batida forte, dos riffs de guitarra e da sonoridade do sintetizador dos Bizarra que os torna numa infalível máquina de guerra. E a guerra acabou com aviso, pois foram dizendo quantas músicas faltavam e nem mais uma tocaram. É bizarro? Só para quem lá não foi.
Destaque para o trabalho do Ricardo Leite - de Guimarães, pois claro - e a sua malta que trataram do video e de colocar nos ecrans gigantes aquilo que a malta lá de trás não via!
Para o segundo dia estavam alinhados os Godvlad, Heavenwood, Tribulation, Discharge, Finntroll, Helloween e Moonspell.    
Os Heavenwood apesar de alguns problemas técnicos acabaram por dar um espectáculo bem ao seu nível com Arcadia Order, The Juggler, The High Priestess (com a ajuda da Sandra Oliveira dos Blame Zeus) a destacarem-se. The Tarot of the Bohemians - o seu último album - é já uma referência. O set andou, contudo, à volta de toda a sua carreira com Emotional Wound, Rain of July e Suicide Letters a ser um final de categoria para estes portuenses, com espectáculos marcados já para 2017 fora de portas, como eles bem merecem.
Os suecos Tribulation não deixaram também os seus créditos por mãos alheias com uma sonoridade gothic metal, encheram o palco com grande movimentação.
Apontados ao seu último Children of the Night, a soar a Celtic Frost, demonstraram o porquê de tão bem caberem neste alinhamento, queridamente eclético de Vagos. Banda a rever noutro palco!
E os Discharge? Uma entrada alucinante dos veteranos ingleses do punk hardcore deixou a malta (meio descrente, diga-se) do heavy metal de boca à banda.
Dificil tornou-se vê-los a meio do concerto tal era o pó levantado pelos entusiastas que ocupavam uns bons 10 metros. E foi ver os seguranças a não terem mãos a medir para os crowdsurfers que surgiram abundantemente. Com o seu album "End of days" ainda fresco não se cingiram a tais temas, provocando a malta do heavy metal com um "Are we metal enough for you?". Sure, you are! Velhos são os trapos.
Após o folk metal dos Finntroll que tomou de assalto de seguida Vagos e que entusiasmou as hostes, chegaram os emblemáticos homens do power metal - os Helloween.
Inicio com Eagles Fly Free seguido de Dr. Stein e os Helloween provaram por a + b que não estavam cá para "encher chouriços". Mesmo aqueles que não eram o "seu público" saíram rendidos aos vocais e refrões orelhudos das suas músicas quer dos épicos Keeper of Seven Keys part I e II, quer dos albuns mais recentes. Estão grandes estes reconhecidos filhos dos Iron Maiden.
A fechar Moonspell em promoção do seu último album Extinct, o Submarino não podia deixar de presenciar aquele que poderá ser o seu último concerto em Portugal antes de virem ao Multi-Usos a Guimarães no dia 2/12.
Calcorreando terrenos do Irreligious e de outros albuns como o Wolfheart, ficou-nos no ouvido Opium, Vampiria e Em Nome do Medo com vocais de Rui Sidónio dos Bizarra Locomotiva que mais uma vez trouxe as suas vestes negras extraídas, quiçá, de sacos do lixo...
Os Moonspell não sabem tocar mal e deram um excelente espectáculo de fecho deste Festival renascido.
E que bem renascido!!! Bem hajam.

Nos próximos programas toda a reportagem da incansável equipa do Submarino.  
   

quinta-feira, 2 de junho de 2016

DEAD TÓNIOS (Crónica de uma banda que nunca foi)

Forjados em terras de Guimarães, os Dead Tónios são tão velhos quanto a própria nacionalidade. Na verdade, o primeiro Tónio de que há memória foi Egas Moniz quando, não tendo D. Afonso Henriques cumprido uma promessa, foi-se entregar… a Castela com um baraço ao pescoço.
Era um Tónio…, dirão vocês…, pois era….
Tanto mais quanto a única promessa que D. Afonso Henriques soube cumprir foi a de arrear nos Castelhanos e nos Mouros, sendo certo que até a mãe o renegou.
Mas, em boa verdade, a história dos Dead Tónios é apenas paralela a esta: Tónio era, originariamente, o bardo da Corte de D. Afonso Henriques.
Conhecido por trocar belas trovas por favores sexuais, Tónio era o Decano do deboche, o Rei da depravação e fundador do primeiro quengódromo de que há memória.
Diz-se, na verdade, que não foi Martim Moniz que, atravessando-se às portas de Lisboa, fez com que as tropas de D. Afonso Henriques aí entrassem. De facto, durante o cerco, Tónio o Bardo, sentindo-se entediado com a espera por entrar em Lisboa, montou uma “casa de senhoras” com o nome de um animal com que apenas sonhara, porque só existente em terras de África.
Com efeito, sonhara ele com um falo gigante que absorvia água, esguichava-a, tangendo o sino nos Jardins Zoológicos. A esse seu falo decidiu chamar-lhe “elefante”. E por ter o fétiche de o cobrir com açúcar, a esse seu estabelecimento chamou Elefante Branco.
Conhecedor de cerca de 3 acordes, Tónio foi punk antes do seu tempo e tendo passado a saber 5 acordes, começou a tocar jazz. Foi o primeiro músico de fusão, fondendo, ou melhor, fundindo o jazz e o punk, foi o pai do JUNK.
O junk era uma música mexida que fazia abanar a anca das cortesãs – pomposamente apelidadas de “cortesonas” por Tónio.
Rapidamente Tónio grangeou um grande número de fans, conhecidas como as Toniettes, sendo que apenas podia ser Toniette aquela que ostentasse orgulhosamente na nalga esquerda a marca da ganadaria Tónio.
Tónio viveu 90 longos anos, passando o seu saber de geração em geração, ultrapassando largamente a esperança média de vida da altura. Diz-se que aos 80 ainda era capaz de saquear a masmorra a qualquer meretriz, designadamente as de Braga, pondo todo o meretrício em fogo!
Tónio teve 50 mulheres, fogachou cerca de 943, possuía uma mente brilhante… e também possuía a filha da vizinha aos fins-de-semana. Sendo certo que apenas fogachou 943 porque quis fazer a folha à mulher do homem do talho e ele, tendo-os apanhado nesse labor, decepou-lhe o elefante branco.
Após a sua morte, os seus herdeiros seguiram o seu trabalho, fornicando e refornicando, como se amanhã não houvesse.
Profetas de toda a sorte, videntes e cartomantes, diziam que D. Sebastião era Tónio – Tónio Sebastião – que, tendo desaparecido em terras africanas, terá montado um musseque com 40 negras de origem magrebina. O pior foi a sua sucessão… Como se sabe e é bem conhecido, havia também Tónios dedicados à vida clerical – e por isso, em honra a esses, não se dão slaps ao domingo, como a seguir se dirá – e apenas um Tónio pode suceder a outro Tónio, pelo que não tendo D. Tónio Sebastião deixado descendentes conhecidos (ninguém ousaria demandar África e o seu musseque), sucedeu-lhe seu tio-avô Cardeal D. Tónio… Henrique – o Casto.
Diz-se que o Papa ponderou levantar-lhe o celibato para poder ser pai, mas quando a bula saiu nesse sentido, já daquele mato não saía coelho…
Foi o tempo dos Filipes e a decadência dos Tónios. O último conhecido da época – D. Tónio Prior do Crato -, era também um Tónio de origem clerical, pelo que terá  fogachado apenas na clandestinidade.
Temeu-se pelo fim dos Tónios, mas eles renasceram.
Tempos houve - e durante séculos – que foram galãs (conta-se que Zézé Camarinha é, de facto, um Tónio), cantores e guitarristas de bandas rock (Jim Morrison e Jimmy Page eram Tónios) e conhecidos actores (os 007 eram todos Tónios, o Brad Pitt é um Tónio, tal como o Tónio Cruise).
Eram Tónios por toda a parte… nas casas, nas carros, nas pontes nas ruas… como dizia Tónio Espadinha…
No final do sec. XX e inícios do sec. XXI os Tónios foram perseguidos. Afinal de que serviam os fogachadores de antigamente se na sociedade que se criava toda a gente abafava a palhinha?
Conhecedores da heterossexualidade militante dos Tónios, a geringonça, com especial incidência no Bloco de Esquerda, deu caça aos Tónios. Apodados de homofóbicos, os Tónios refugiaram-se nas partes altas, quando a sua especialidade eram as partes baixas. Foram inclusivamente obrigados a usar burka abaixo da cintura… Temia-se o pior… Enxovalhados, banidos das Irmandades mais conhecidas (a Maçonaria, os Rotary e os Lions), os Tónios acantonaram-se na Serra da Estrela. Com eles, Einstein, disse: “We will use rocks on the other side” – e usaram… no óisque!
Nada mais lhes restava perante uma geração que se dedica a ficar fechada em casa a fumar charros e jogar playstation do que se esconderem. Chegaram a ser declarados em vias de extinção. Os Tónios, tal como o Koala e o Lince da Malcata lutavam pela sua sobrevivência.
Atacavam à noite, em bandos, procurando os favores do belo sexo que, com feroz ímpeto, mergulhavam em vale de lençóis, só daí saindo após múltiplas horas.
Criadores dos orgasmos múltiplos, as poucas mulheres que cediam aos seus encantos, deixando que lhes friccionassem os antrecoxáceos eram apedrejadas em praça pública e tratadas como a Maria Madalena dos tempos modernos.
Aliás, já Joana D´Arc havia sido em tempos fogachada por um Tónio e, por isso, como bem se sabe, foi esturricada numa fogueira.
Mas podem vocês perguntar: o que é que isso tem que ver com os Dead Tónios?
Pois bem, os Dead Tónios contam-se como os últimos heterossexuais vivos do sec. XXII, embora também gostem de abanar os seus hirtos mamilos no Século XIX.
Esta banda futurista de heterossexuais, não podendo actuar no seu próprio século, sob pena de lhes cortarem o seu membro viril, teleporta-se para o passado, fazendo tours incessantes, e fazendo-se passar por mortos, daí o seu nome Dead Tónios.
De facto, e para além do mais, todos os bons músicos estão mortos, pelo que pouco sentido faria manterem-se vivos.
Eles são liderados pelo ultimo Tónio da sua geração – o Tónio Tónio Zé Silva (conhecido por Double Tónio ou Zecas Tónio). Ele maneja as 4 cordas do seu baixo eléctrico como se de uma harpa se tratasse. Sem drive ou overdrive é mestre na arte do slap na paxaxa que apenas não pratica ao domingo por ser Dia do Senhor (eis a reminiscência dos Tónios clericais).
Tónio Melo, heterossexual há inúmeras gerações, tal como os outros Tónios, foi fundador do uso da “luva do tau-tau”, com a qual dava pequenos slaps nas nalgas das vítimas.
Para além disso, os Tónios são os verdadeiros autores da “Canção do Bandido”, tantas vezes entoada e cantada por gente de menor porte, tem letra de Tónio Melo, música de Miguel Tónio e orquestração de Double Tónio.
Miguel Tónio – o único heterossexual vivo de terras de Basto – por tara própria, sacudia bastas vezes a sua mão violentamente em movimentos circulares, pelo que Double Tónio lhe entregou uma guitarra eléctrica, antes que ele se lembrasse de esgalhar o pessegueiro, tornando-se o guitarrista dos Tónios.
Leocádio Leopoldo Tónio, barão do Pubidém, gladiador de Infias e agora pai – mas não digam a ninguém, porque ao que parece ser pai é proibido – assaltava as caixas de esmolas do Sr. Reitor e tocava banjo nos tempos livres, pelo que Tónio Tónio deliberou que ele assumisse a outra guitarra que apesar de ter as cordas enferrujadas, ele raspou com Scotch-Brite (ou outro scotch de terras da Escócia) e oleou com Macieira misturada com refumeite…
Pedro Tónio, o mais novo dos Tónios, foi violentamente surrado por Double Tónio pelo mero facto de fazer xixi sentado. Double Tónio terá dito: “Faz-te HOME!” E ele fez-se! Onde ele anda rabo de saia é garantido, esgrimindo os seus sticks como um Charmer, qual Darth Vader no Campo de S. Mamede!
Os Dead Tónios são assim uma banda futurista feita de falecidos que, em dias de concertos saem das suas lúgubres campas, para aterrorizarem as inocentes vítimas.
São a única banda do Mundo de que o Axl Rose não fará parte e dizem que sairão do seu caixão, juntamente com convidados bem conhecidos – e HETEROSSEXUAIS - para espalhar magia, hoje à noite… Aguardemos…    

Pelo management dos Dead Tónios,


Tónio Leites